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Temporada de aniversário da Dionisos: 4 solos em cena

A Dionisos Teatro completa 20 anos em 2017, mais precisamente no dia 02 de junho. Como parte das comemorações desta data, o grupo põe em cena seu trabalho mais recente: os solos do projeto 4 X Dionisos (resultado do projeto “Memórias Re-Partidas: quatro solos da Dionisos Teatro”, que foi contemplado no Mecenato Municipal com o patrocínio do Município e Fundação Cultural de Joinville através do SIMDEC, em 2015).

Andréia, Clarice, Eduardo e Vinícius entrarão em cena, cada um no seu dia, com seu espetáculo, de forma a oferecer um panorama do projeto e da linguagem de Teatro e Memória que o grupo vem trabalhando há bastante tempo. Parte da bilheteria desta temporada será destinada para contribuir com a manutenção da Casa Iririú.

A temporada começa no dia 1º. de junho com a atriz Andréia Malena Rocha em “O que é que eu tô fazendo aqui”. Inspirada em sua própria trajetória de vida escolar, a atriz saiu em busca de pessoas que pudessem compartilhar com ela suas memórias em relação ao sentir-se ¨estranho¨ neste ambiente. A luta cotidiana na lida com a incompreensão, com a intolerância e com o próprio desconhecimento de si são questões que permeiam o espetáculo. Os relatos coletados nas entrevistas deram origem a algumas histórias que ganharam forma fabular, quase fantásticas, e são costurados por momentos de cunho pessoal vividos pela atriz. Com anos de experiência em contação de história, Andréia se utiliza da narrativa, quase coloquial, como linguagem para a construção cênica. As canções, compostas também por ela, permeiam e dão cores ao espetáculo.

No dia 02 é a vez da peça “Um rio de memória e gente”. Nela, Vinícius Ferreira pesquisou as memórias do sítio de seus avós paternos, e, tendo a música e as brincadeiras da cultura popular como elementos disparadores para a construção do trabalho de cena, se propõe a um diálogo, nem sempre linear, de compartilhamento de memórias com o público. No espetáculo, o recurso de um pedal de looping é utilizado para sobrepor as texturas dos instrumentos, criando paisagens sonoras para as histórias e textos poéticos contados e cantados.

No sábado, dia 03, Clarice Siewert entra em cena com “Mãe-Criada”. De acordo com a linha do projeto em trabalhar com memórias, a atriz entrevistou algumas mães para recolher material sobre o processo de gravidez, puerpério e criação de filhos. As experiências individuais dessas entrevistadas serviram de alimento para a criação das cenas, que têm como interlocutor a plateia, assim como a experiência individual da atriz. No contato com as discussões atuais acerca do parto humanizado, do protagonismo da mulher, da presença/ausência masculina na criação dos filhos e das condições sociais para o exercício da maternidade na contemporaneidade, o espetáculo questiona ideias vigentes acerca do ser mãe e do tratamento dispensado a elas por instituições médicas e sociais.

Para finalizar a temporada, Eduardo Campos entra em cena com “Para: Fábio” no domingo, dia 04. A base do espetáculo são memórias de mulheres que viveram relacionamentos abusivos, coletadas a partir de cartas, pesquisas e conversas pelo ator / dramaturgo. O tema da violência contra a mulher surgiu pela intenção de se trabalhar em cena sobre simulação. Simular, fazer parecer real o que não é, disfarçar. Um relacionamento pode se tornar um simulacro, uma visão sem realidade, um fantasma, uma sombra. Aquilo que deveria ser amor, torna-se uma falsa realidade.

Programação:

“O que é que eu tô fazendo aqui?”
Com Andréia Malena Rocha
Dia 01/06
20h – Galpão da AJOTE

“Um Rio de Memória e Gente”
Com Vinícius Ferreira
Dia 02/06
20h – Galpão da AJOTE

“Mãe-Criada”
Com Clarice Steil Siewert
Dia 03/06
20h – Galpão da AJOTE

“Para: Fábio”
Com Eduardo Campos
Dia 04/06
20h – Galpão da AJOTE

Ingressos: R$ 20,00 / R$ 10,00 (Antecipados pelo site http://www.enjoyevents.com.br/) *

* Parte da bilheteria será destinada para contribuir com a manutenção da Casa Iririú.

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