A Farsa do Mestre Pathelin
“A Farsa do Mestre Pathelin” conta a história de um advogado espertalhão que em momento de crise econômica, para vestir a si próprio e a sua mulher, resolve aplicar um golpe em um comerciante de tecidos tão esperto quanto ele. Inspirado na fábula A Raposa e o Corvo e através de elogios e artimanhas, envolve o comerciante em sua trama.
A peça traz à tona conflitos que desde sempre afligem a humanidade: a falta de dinheiro, a luta pela sobrevivência, a ética, a trapaça e a busca pela justiça.
Estreia em junho de 2002.
Direção: Silvestre Ferreira
Elenco: Andréia Malena Rocha – Pathelin; Clarice Steil Siewert – Guilhermina, Teobaldo; Eduardo Campos – Guilherme; e Hélio Muniz / Vinícius Ferreira – Juiz
Cenário: O Grupo, com realização de Lucas David
Figurinos e Maquiagem: Lucas David
Trilha Sonora: Guilhermo Santiago
Produção: Silvestre Ferreira
Assistência de Direção e pesquisa: Hélio Muniz
Fotógrafo: Luis Carlos Hille
Duração: 60 min
“A Farsa do Mestre Pathelin” estreou em junho de 2002 no Teatro Juarez Machado em Joinville. Trata-se de uma peça que iniciou no palco a italiana e que no ano de 2006 teve sua adaptação para a rua.
A farsa é um gênero teatral popular que faz o público rir. Para isto utiliza-se de recursos que cada montagem pode usar de acordo com a experiência e a verve do grupo e de seus participantes: personagens típicas, máscaras grotescas, truques de clown, mímicas, caretas, cacos, trocadilhos, todo um grosseiro cômico de situações, gestos e palavras, num tom muitas vezes copiosamente escatológico e obsceno. A alegria e o movimento carregam tudo, e esta força e rapidez conferem à farsa uma capacidade de mexer com os poderes, morais ou políticos, os tabus sexuais, o racionalismo e as regras da tragédia.
Misturando deliberadamente várias influências do teatro popular, como o circo, a commedia dell`arte, o teatro de rua e lançando mão de poucos recursos materiais, a montagem aposta na experiência e na comicidade do ator para suscitar no público o riso franco.
Através do movimento, gesto largo, histriônico e malicioso os atores propõem um jogo em que personagens e público se envolvem em um ritual de comicidade e festa.
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