Entardecer
Nino, Maria e Ubert encontram-se em algum lugar; qualquer lugar entre a lembrança e o esquecimento. Uma janela entre o que foi e o que poderia ser, e os sons de passado que se aninham em nosso presente. Fios de tempo que nos fazem vivos pela lembrança.
O espaço da memória e do esquecimento o vivido e o contado revivido, re-significado. Existiu mesmo? Aconteceu mesmo? Contamos o que fomos ou o que poderíamos ter sido? Vida que foi ou poderia ser. Ou pode ainda ser. Entre o entardecer e o breu da noite, muita luz ainda há, mesmo que filtrada pelo tempo. Pra amanhecer é preciso antes entardecer…
Estreia em outubro de 2006.
Elenco: Andréia Malena Rocha, Clarice Steil Siewert, Eduardo Campos
Dramaturgia: O grupo
Preparação Corporal (Pesquisa em Mímesis Corpórea): Sabrina Lermen
Figurinos e Maquiagem: Lucas David
Cenografia: O grupo, Marcelo de Mello e Lucas David
Cenotécnica: Marcelo de Mello
Dramaturg: Lucas David e Sabrina Lermen
Iluminação: Hélio Muniz
Trilha Sonora Original: Lausivan Corrêa
Músicos: Alexander Vibrans – Violoncello, Patrícia Ruski – Violino, Mauro Cezar Cislaghi – Clarinete, Milton Zanotto – Acordeom
Produção Musical: Lausivan Corrêa
Operação técnica: Vinícius Ferreira
Direção de Arte para Projeções: Fabrício Porto
Material gráfico: Ismael Ramos
Fotografia: Luis Carlos Hille
Direção: Silvestre Ferreira
Duração: 50 minutos
“Entardecer” foi um projeto contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, com o Patrocínio da Petrobras.
A partir da observação e entrevista com pessoas idosas, o grupo construiu três personagens sínteses de muitas memórias pesquisadas. Em três corpos imitados reconstroem-se imagens e lembranças de muitos outros que se dizem através deles.
Expressões politicamente corretas como “melhor idade” ou “terceira idade” não dão conta desta faixa etária, que, por mais novos nomes que se procure, não abarcam a diversidade do sentimento que se avizinha quando se trata da velhice. Muito se tem falado sobre os direitos dos velhos de desenvolver-se e participar ativamente da vida comunitária, porém a sociedade, onde o ser produtivo é imperatório, ainda tem muito a caminhar para alcançar esse objetivo.
Nessa pesquisa, que utilizou a Mímesis Corpórea como ponto de partida, procurou-se o contato com diversas pessoas, pois múltiplos são os indivíduos. Assim, não existe a proposta de uma velhice apenas, mas de múltiplas velhices, múltiplas formas de pensar e sentir.
O espetáculo “Entardecer” teve sua estréia no galpão de teatro da Cidadela Cultural Antarctica em Joinville-SC em outubro de 2006, na participação do SESC Mostra Teatro. Neste evento, já contou com a boa recepção do público e dos debatedores do evento: Prof. Dr. José Ronaldo Faleiro e Profa. Dra. Mª Brígida de Miranda, ambos da Universidade do Estado de Santa Catarina. Ainda em 2006 realizou 10 apresentações pelo Prêmio Funarte de Teatro Myrian Muniz com o patrocínio da Petrobrás.
Após apresentações para o público joinvilense e escolas da região, em 2007 o espetáculo participou do Festival de Teatro de Curitiba e da Mostra CENA 4 da Associação Joinvilense de Teatro.
Durante sua história como atriz da Dionisos Teatro, Andréia Malena Rocha alimentou o desejo de estudar o universo dos idosos. Em 2005, Silvestre Ferreira propôs que a companhia toda assumisse o projeto em forma de espetáculo de teatro.
O início do processo de montagem se deu antes mesmo da captação dos recursos, quando o grupo experimentou a Mímesis Corpórea em uma oficina ministrada por Sabrina Lermen. O projeto foi escrito e a companhia buscou formas para realização do mesmo. Em 2006, após algumas tentativas, foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz. Seguiu-se com o trabalho de pesquisa e então para a sala de ensaio.
Assim, o desejo inicial de Andréia se transformou no desejo de diversas pessoas e profissionais, sem os quais talvez não seria possível realizar este projeto.
Deixe seu depoimento